De novo
O campeonato pernambucano está parecendo TV a cabo. Só tem reprise. Nem Caverna do Dragão conseguiu a façanha de repetir tantos episódios. Só que, do mesmo jeito que o desenho, é sempre legal ver o Sport ser campeão pela bilionésima vez. Ainda tem gente que chora de emoção, feito em final de novela, que também é tudo igual. Outros, choram pelo costume mesmo. Dizem que antigamente, o uniforme da Barbie era vermelho. Mas de tanto lavar com lágrimas, sucumbiu ao lado rosa da força.
Todo mundo já sabia que o Sport ia ser campeão. A torcida do Santa, só falava em tri-tri-tri no começo do ano. Nos aflitos, não tinha tri-tri-tri, mas tinha o habitual ti-ti-ti das fofocas de salão de beleza. E não é que esse salão deles é bom? A gente foi lá, e fez barba, cabelo e bigode. Ganhou o clássico, fez o chororô e acabou com todas as chances da alvi-rosada. E ali, todo mundo viu que não tinha pra ninguém. Só pra gente, claro.
Os quenianos que se cuidem. De tanto dar volta olímpica, nosso time já está voando baixo. Mas o que a gente quer mesmo é voar mais alto. Lá pra São Paulo, visitar nossos fregueses Luxemburgo e Palmeiras. Aprender com os paulistas a ficar falando meu, meu, meu. Meu time classificou. Meu time calou o Parque Antarctica. Meu time fez o Valdivia chorar de verdade. Nesse ponto, o pobre chileno está perdido. Se já apanhou de Bia, que tinha nome de menina e tudo, imagina quanto tiver que lidar com aquele de muitos nomes? O pai do Santangoss. O arauto do apocalipse. Ele, que carrega o sobrenome de Goiás, mas foi forjado nas profundezas do inferno. Sandro “O Exterminador” Goiano. Não quero nem ver. Quer dizer, até queria, mas como o jogo é quinta, não deve passar na TV.
Se os três porquinhos já sofreram com um lobo mixuruca, quero só ver como um porco só vai se virar contra um leão. Dessa vez, casinha de tijolo não vai funcionar. Nem se for com Cimento Nassau, patrocinador da gente (gostou? Primeiro texto com merchandising gratuito e explícito). Mas o que vai ficar de graça mesmo por aqui, é se o Palmeiras perder de pouco.
O pinto e o elefante
Um pintinho e um elefante foram os únicos sobreviventes de uma enchente na floresta. Há meses sem nenhum contato com outros animais da mesma espécie, os dois começaram a ficar preocupados.
- Pintinho, tô na maior seca.
- Como assim? Água é o que não falta depois dessa enchente.
- Não é isso. Tô necessitado daquela coisa que a gente nunca diz exatamente o que é a coisa, mas todo mundo sabe que é aquilo.
- Ahh, tá. Pena que a última elefoa já afundou faz tempo. Quem manda ser pesada?
- Só tem um jeito, pintinho. A gente vai ter que se virar nós dois mesmo.
- Sai daê, seu Jotalhão alvirrubro. Eu que não vou me virar pra ninguém.
- Que é isso, cara. Não tava pensando nisso.
- Ah, bem.
- A gente tira na porrinha, pra ver quem fica é passivo e quem é ativo.
- Na porrinha? Não tinha um nome com mais duplo sentido que esse?
- Pode ser tarimba.
- Ah, não vem você com essa piada de 80 anos atrás. Só tendo memória de elefante pra lembrar.
- Poxa, pintinho...
- Tá bom, vamo no par ou ímpar mesmo. Só porque eu também preciso muito afogar o ganso.
- Ixi, esse aí já se afogou faz tempo. Olha um ali bóiando.
- Você não cansa de fazer piada cretina não? Qual vai ser a próxima? A do pinto russo, que pia piovsk! Ou do pinto japonês, que pia pong!?
- Você não tem senso de humor. Deve ser trauma só porque sua mãe era uma galinha.
- Pior era a sua, aquela véia gorda. Era tão gorda, mas tão gorda, que teve que ser batizada no SeaWorld, junto com a Willy.
- Tá f**dido, seu pintinho metido a Zorba.
- Isso se eu perder no par ou ímpar. Senão, o f**dido é você.
- Par.
- Ímpar.
- Deu ímpar, pintinho. Te prepara.
- Peraí. Você botou dois e eu botei nove.
- Tá querendo me enrolar? Você não tem dedos.
- Droga, por que eu não botei um?
- Agora se prepara.
- Peraí, elefante, vamo conversar.
- Sem essa de preliminar com “eu te amo” no final, pintinho. Sou homem. Ou melhor: elefante.
- Não foi bem isso que eu quis dizer.
- Agora é tarde. Baixa as calças!
- Que calça? Você é um elefante ou uma anta?
- Ah, é? Tá de gracinha? Agora que não vou aliviar. Toma!
- Aaaaai! Aiiii! Aiii!
- Isso é pra você aprender!
- Aiiii! Aii! As bolinhas! As bolinhas!
- Cacete, as bolinhas? Tá de onda comigo.
- As boliiiiinhas!!! As boliiinhas!
- Então vai ser com bola e tudo. Toma!
- As bolinhas! As bolinhas! As bolinhas dos meus olhos pularam...
Achou a piada longa e sem graça no final? Pois é, me inspirei num certo campeonato, que há longos 3 anos, não tem a mínima graça. E do mesmo jeito que o elefante e o pintinho estavam na seca, tem gente que vive no maior rato de títulos. Ou seria timbu?
Prendam-nos. Capturem-nos.
- Todos de pé.
O anúncio do guarda avisa da chegada do juiz. Não de futebol, juiz de direito mesmo. O magistrado senta, e o julgamento tem início.
De um lado, o advogado de acusação, representando o time rosa da rosa e silva, faz sua explanação:
- Meritíssimo, olha só… tipo assim… o senhor, um juiz tão bonito, jovial, não pode se deixar levar por argumentos, basta olhar os fatos. Os acusados têm, dia após dia, causado danos ao meio ambiente e aos lindos animaizinhos do planeta terra, como nós, uma espécie rara de catitas rosadas. Eles meteram 8 pedras no jumento de serra talhada, e na última quarta-feira, mataram um jacaré do papo amarelo. Acredita, meritíssimo? Eu fiquei begeee, fiquei púrpuraa… cho-ca-da!!! Pra você ter idéia, Merí, o jacaré do papo amarelo está em extinção. Que criatura de Deus tem coragem de bater num bichinho tão lindo… se bem que com o couro dele eu fazia uma bolsa e uma bota fashion, e ia abalar na Metrópole… mas isso não vem ao caso.
O juiz responde, se dirigindo aos réus, todos jogadores do Sport, ao lado do treinador Nelsinho Batista, e a confusão toma conta do tribunal:
Juiz: Os réus têm algo para fizer em sua defesa?
Enilton: Aquela placa de trás do gol me agrediu duas vezes e ninguém disse nada.
Sandro Goiano: Grrrrrrr!!! Grrrrrrrr!!!
Advogado rosa: Tá vendo merítissimozinho, ainda assumem. Estou pas-sa-da!
Juiz: E sobre o atentado que estão armando para acabar com o único verde que resta em são Paulo?
Sandro Goiano: Grrrrrrr!!! Grrrrrrrr!!!
Nelsinho: É verdade. Vamos acabar com o verde. Nada de palmeiras! E vamos botar bala no meio. O aquecimento global será por conta da nossa torcida. E o resto é com a gente.
Sandro Goiano: Grrrrrrrrrrrrrr!!!!!!
Advogado rosa: Merê, faça alguma coisa!!! Chamem o greenpeace… Prendam-nos! Até bala os meliantes vão usar… Capturem-nos! Meritíssimo, você não vai dizer nada? Merê???
Quando, de repente, o juiz dá a sua sentença, e o resto do tribunal se manifesta.
Juiz: Pelo Sport nadaaaaaaaaaaa????
Banco dos réus, júri e platéia: Tudoooo!!!!!
Mais um texto do Mateus Barbosa, que vai fazer inveja a muita gente, daqui a 2 semanas, quando estiver no Parque Antarctica, vendo o Sport dar outra lapada no Palmeiras.
Premonição
Pelo visto, nem o globoesporte.com tá acreditando na Barbie. 
http://globoesporte.globo.com/ESP/Home/0,,4278,00.html
Dica do Hugo Daher
Considerações
Primeiramente, à nossa grande torcida, claro. Gostaria de pedir desculpas a vocês. Não comentei a rodada passada do Pernambucano por falta de tempo. E também porque é uma mera repetição do que acontece há uns 60 anos. A Barbie fica se gabando de um hexa fajuto (6 x 1), e a gente, de tri em tri, está anos-luz à frente no campeonato. Nesse, e em milhares de outros que já passaram.
Segundamente, queria exaltar a homenagem do elenco rubro-negro aos Mamonas Assassinas. Ontem, em ritmo de brincadeira, como a saudosa banda, a Brasília Amarela estava de porteiras abertas, pra mó da gente golear. 4 x 1. E nem precisou ficar pelado em Santos. No máximo, o futebol dos fandangos, ops, candangos, lembrava um pouquinho o de uma pelada. Continuando o revival dos anos 90, mais uma canção dos Mamonas: O Mundo Animal. Agora, em versão remixada, com a introdução de mais um verso: “no mundo animal, ixeste muita putaria. Por exemplo, os leões: que comem o jacaré duas vezes e a barbie de dia”.
Terceiramente, gostaria de... eita. Melhor não falar muito em terceiramente, senão o pessoal do Santinha pode ficar com raiva de mim. O jeito é pular para o próximo parágrafo.
Quartamente, putz. Eu estava aqui escrevendo meu blog em paz, aí vejo que a CBF vai inventar uma quarta divisão. Só pra me atrapalhar. Agora não vou mais poder escrever quartamente por causa do Santa de novo. Se eles quase caíam pra segundona do pernambucano, a quarta divisão já é certa. Série D. Já pensou? Será que Ricardo Teixeira se inspirou em Elifoot? (tá bom, eu tô ficando velho). Se for o caso, aqui vai uma dica pro Fito Neves: aperta sempre Alt+F3. É a melhor formação. Foi assim que consegui levar o time lá do prédio que eu criei ao octacampeonato.

Quintamente, posso dizer que fiquei impressionado com a criatividade do jogador brasileiro. Depois do badalado chororô, Enilton inova no futebol com sua comemoração “Corrida de Obstáculos, modalidade Jaca Madura”. O primeiro estilo multi-uso. Pode passar tanto nos gols do Fantástico, quanto nas Video-Cassetadas do Faustão. O pior é que já ouvi alguns boatos sobre uma possível resposta dos alvirrubros. Geraldo, Kuki e Wellington já ensaiam uma imitação: o estilo “Escorrega no Quiabo”.
Sextamente, buáááááááááááááááááááá. Só pra mostrar que essa história de hexa sempre vem acompanhada de bastante chororô.
Conversa Clássica
Texto de Mateus Barbosa
- O seu time está muito bem, mereceu ganhar do meu.
- Qué isso, teu time que tá arrebentando.
- Mas eu adoro aquele teu meia esquerda. Pena que sempre faz gol contra o meu time.
- Quando o teu goleiro deixa né? Craque, paredão.
Imagina se as conversas pós-jogo fossem assim. Qual seria a graça? Futebol deve ser levado a sério dentro de campo, nos treinamentos, concentrações, partidas, preleções. Mas nós não, somos torcedores. E torcedor tira onda mesmo. E quando o time deste torcedor é o maior de sua região, disparado e sem contestação, aí é que ele tira onda mesmo. E daí nasceu o rótulo de que o torcedor do Sport é chato.
No fundo, não é chato. Ele apenas tem mais argumentos. Como na discussão que presenciei dia desses.
Rubro-negro: Esse teu time rosa, hein? Perdeu pra mim, em casa? Agora chora.
Alvi-Rubro: Hexa é luxo.
Rubro-negro: Vamos ser tri e conquistar nosso campeonato pernambucano de número 37. Vocês tem quantos? Mais ou menos a metade disso né?
Alvi-rubro: Hexa é luxo.
Rubro-negro: Além disso, somos campeões do Nordeste, temos tradição de primeira divisão.
Alvi-Rubro: Hexa é luxo.
Rubro-negro: E fomos campeões da série B em 90.
Alvi-Rubro: Hexa é luxo.
Rubro-negro: Sem esquecer nosso título de 87, né? Esse não precisa nem falar.
Alvi-Rubro: Verdade, hexa é lixo.
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O que me motivou a escrever esse texto foi um comentário que li, aqui no blog, dizendo que o único blog que falava mal de outros times era o do Sport. Mas o nosso amigo esqueceu que esse é o blog do TORCEDOR. E torcedor tira onda. Se fosse pra falar sério, descrever a rodada, analisar o jogo e dizer quem entrou no lugar de quem no intervalo, esse seria o blog-do-cronista-esportivo, ou blog-do-comentarista-esportivo. Ou melhor, com tanto comentarista bom por aí, esse blog provavelmente nem existiria. Ainda bem que a idéia da globo.com foi fazer um blog pra dar voz ao torcedor mesmo. Senão ia ficar muito chato. E não é porque o torcedor do Sport é chato que o texto também precisa ser.
Faroeste Caboclo, versão 11 contra 12
Antes de um certo jogo, em Brasília, uma suspeita ligação para o juiz:
- Presta atenção. Seu Luiz mandou avisar que o time de amarelo é que tem que ganhar o jogo.
- Mas, senhor, vai ser difícil. Já viu o outro time?
- Não interessa. Garanta os três pontos, que a gente garante os três contos.
- Só três? Isso aí não paga nem um pênalti mandrake.
- Foi o que sobrou. Você sabe quanto juiz a gente tem que comprar?
- Por que só os juízes de tribunal são bem pagos nesse país?
- É pegar ou largar, Seu Carlos.
- Vou aceitar, só pra pagar o tratamento de sífilis que mamãe pegou no trabalho.
- Então está combinado.
Depois disso, todo mundo viu. Desde João de Santo Cristo, ninguém sofria tanta injustiça em Brasília. O jogador do time amarelo vinha rebolando, se jogava, e piiiii!Piiiii! Piiiii! O lado bom disso é que servia tanto como o apito da falta, quanto o apito que colocam na TV pra mascarar os palavrões. Juiz filho da piiiiii. Juiz de piiiiiii. Vai tomar no 3,14! (piada de nerd fã de trigonometria. Desculpem, mas foi irrestível).
O que me incomoda são essas regras novas do futebol. Por que diabos o time de vermelho e preto tem que começar o jogo perdendo de 1 x 0? É pra equilibrar? Toda vez que ligo a TV agora, é assim. Pior que isso, só aquela regra importada das peladas: dentro da pequena área, só vale gol de cabeça. Ou você acha que Romerito perdeu aquele gol sem querer? Se fosse assim, chamava Dona Maria José, que Deus a tenha, e ela faria fácil, fácil. Ainda saía dando cambalhota e fazendo o chororô pra câmera. Por causa da dor na coluna, mas faria.
No resto do jogo, a gente ainda perdeu chances claras de gol (a gente que eu digo, é Enilton). Mas foi de propósito. Vai dizer que você não gosta de ver a Ilha lotada? Os jogadores também, oras. É até bom. Só assim a gente tem um programa legal pra quarta-feira. Já pensou se botam algum jogo do Corinthians na TV?
Depois do jogo, outra ligação suspeita para o juiz:
- Incompetente!
- Que foi?
- Por que não fez o trabalho?
- Eu fiz, ué. Não era o time de amarelo que tinha que ganhar?
- Era.
- Amarelei o time deles todo.
Raios!
O Sertão vai virar mar e o mar vai virar Sertão. Antônio Conselheiro previu, e, na época, nem o pessoal do Arraial de Canudos acreditou. Olha aí o resultado: aqui faz um calor dos infernos, com riscos de evaporar o mar, e Serra Talhada já foi confirmada como locação para a filmagem de Waterworld 2. E quem se deu mal nessa história toda foi a gente, que só por uma noite deveria ter trocado o mascote de leão para leão-marinho.
Enquanto isso, num Sertão não muito distante dali, um certo jogo era adiado. Não podiam tomar chuvinha. Vai sujar minha blusinha nova. Vai acabar a escova. Depois de morrer na praia, ficaram com medo de morrer na chuva? É de açúcar? Tudo bem. E a gente lá, firme e forte. Na saúde e na doença, junto do time. E olha que, nesse caso, haja doença com aquele temporal. Febre, virose, gripe, pneumonia e até febre tifóide. Que não é transmitida pela chuva, mas pela parcialidade. Tifóide, juiz.
Mas vamos parar com os argumentos, antes que vire choro. E isso, todo mundo sabe, não é com a gente. Nosso negócio é jogar bola. Pelo visto, até se for pólo aquático. Só me dá uma pena do Serrano. Da outra vez, tomaram de oito. Agora, não quero nem ver. Aqui não chove muito, mas o banho de bola é muito maior.
O moleque, o travesso e os lenços Kleenex
por Mateus Barbosa
O moleque é treinador. Falou que o meu time só foi campeão do primeiro turno porque não enfrentou o dele. Entre outras coisas mais. Perdeu o clássico, e no dia após, antes da entrevista, correu, arrancou seu carro e disparou para bem longe de qualquer microfone, gravador ou câmera. Coisa de moleque.
O travesso é aquele, de tirar o chapéu, da tropa de elite, conhece? Pois é, um cara travesso nada mais é que um cara que foi na onda do moleque e extrapolou, falando mais que o próprio moleque. Por jogar num time rosa, vestiu o salto alto. É, combina com o uniforme, mas não era a hora. No futebol, nunca é.
Os lenços Kleenex são lenços de papel, e vêm em embalagem com 100 unidades. Considerando por alto um plantel de 30 jogadores, dá pra chorar após 3 partidas, e ainda sobram 10. PAra quem não paga salário, é até econômico.
A primeira foi contra o Ypiranga. A segunda, contra o papai da cidade, a mais dolorida. Para elas, deve ter sido como fazer sexo com o íncrivel Hulk depois de ter usado aquele produto dos e-mails, “Enlarge Your Penis”, e tomado um Viagra.
A terceira foi ontem. Só 3 dias depois, elas nem podiam sentar ainda. E foi contra o moleque travesso. O moleque e o travesso contra o moleque travesso. O moleque e o travesso contra a pior defesa do campeonato paulista. O moleque e o travesso contra o time de vampeta (ahahahahahahahaha). O moleque e o travesso contra o time que levou 5x1 do fraco Coruripe, de Alagoas. Deu moleque travesso.
E o moleque e o travesso? Devem estar agora na casa de um amigo, um compositor aí que nunca compôs nada que valha a pena. Juntos, devem estar cercados de 1 litro de Whisky e 10 de lágrimas, cantando alguma coisa como vou chorar, de leandro e Leonardo, ou aquela do chico buarque: chorei, chorei, até ficar com dó de mim, e depois em pintei, me pintei, me pintei, me pintei…
Bem a cara deles. E viva a decadência em tons de rosa. Decadence, avéc elegance.
Ano passado foi a mesma coisa. Depois de perder pro sport, o náutico desandou, sorte que se recuperou a tempo. Mas esse ano acho que vai ser diferente.
Moleque chorão nunca reage, só chora.
And the Créu goes to...
Não tem jeito. Quando os alvi-rosas fecham os olhos, começa a passar o filme do jogo de domingo. Pra quem não viu, a Sport Club do Recife Pictures tem o orgulho de reapresentar os melhores filmes do Domingo Maior-lapada-na-Barbie.
Lágrimas de Crocodilo
Não chega a ser um filme água-com-açúcar. No máximo, um água-no-chope rosa. Fez muita gentéén chorar. Pra fazer jus ao Náutico, o gênero do filme é discutível. Poderia ser um filme-catástrofe, mas geralmente nesses casos, grandes monumentos como a Estátua da Liberdade são destruídos. Já que a única coisa que caiu foi a minúscula casa do Náutico, acho que não é. Pela look do Carlitos Bala, também poderia ser um filme de terror. Aí tudo bem. Mas com uma ressalva: é um daqueles filmes que a gente ri mais do que tem susto.
Lua de Cristal
Esses pompons prateados na torcida não deixam dúvidas: as paquitas estão de volta. Mas ao contrário da versão original, a protagonista inspirada na Barbie não se dá bem no final. Se bem que, naquele filme, ela pegava o Sérgio Mallandro. Talvez ele até fizesse uma boa dupla com Geraldo, que também tinha fama de malandro, e, em breve, também estará no ostracismo.
O Escudo Alvi-rosa
Tem de tudo nessa sessão. Até filme pornô. Perfeito para moleques da mão peluda que assistiam esse tipo de filme em câmera lenta: o créu foi velocidade 1, bem devagarzinho pra começar. O Náutico levou um fumo? Yes! Yes! Yeees!!
E aí? Pra você, que filme do Domingo Maior-lapada-no-Náutico merece o Oscar?
Dica do brother Mateus Barbosa
Pedro Lazera, pernambucano, 22 anos, solteiro (que Marília não veja isso), jura que é publicitário, passou pelas agências Gruponove e Studiodois. Atualmente é Redator da Aliança Comunicação. Sua primeira palavra em vida foi cazá-cazá. A segunda, campeão.